{"id":3440,"date":"2004-08-05T13:00:22","date_gmt":"2004-08-05T16:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/nexocs.com\/revista-protecao-materia-incentivando-a-reducao-de-sinistros\/"},"modified":"2004-08-05T13:00:22","modified_gmt":"2004-08-05T16:00:22","slug":"revista-protecao-materia-incentivando-a-reducao-de-sinistros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nexocs.com\/en\/revista-protecao-materia-incentivando-a-reducao-de-sinistros\/","title":{"rendered":"Revista Prote\u00e7\u00e3o &#8211; Mat\u00e9ria &#8220;Incentivando a redu\u00e7\u00e3o de sinistros&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Conselho Nacional da Previd\u00eancia aprova metodologia de flexibiliza\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas para pagamento de Seguro Acidente do Trabalho<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O CNPS (Conselho Nacional de Previd\u00eancia Social) aprovou uma nova metodologia de c\u00e1lculo que vai permitir a flexibiliza\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas pagas pelas empresas a t\u00edtulo do SAT (Seguro Acidente do Trabalho).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aprova\u00e7\u00e3o veio com a Resolu\u00e7\u00e3o 1236, de 28 de abril \u00faltimo, que traz os crit\u00e9rios que ser\u00e3o levados em considera\u00e7\u00e3o para aferir a realidade de cada empresa. Ou seja, atualmente, as empresas pagam al\u00edquotas de 1%, 2% ou 3% sobre a folha de pagamento, de acordo com o grau de risco, e com o ramo de atividade econ\u00f4mica. Mas neste processo, elas ser\u00e3o avaliadas individualmente na compara\u00e7\u00e3o com outras da mesma atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos destaques desta metodologia aprovada \u00e9 que ela tomar\u00e1 como base a CID (Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Doen\u00e7as) e n\u00e3o as CATs (Comunica\u00e7\u00f5es de Acidente). &#8220;Isto porque \u00e9 notoriamente sabido que a CAT n\u00e3o reflete a realidade da empresa, pois ela \u00e9 sub-notificada, sobretudo, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s doen\u00e7as profissionais. J\u00e1 com a CID, n\u00f3s pegamos todos os benef\u00edcios por incapacidade, aux\u00edlio-acidente, aposentadoria por invalidez, aux\u00edlio-doen\u00e7a, independentemente se foi caracterizado como do trabalho ou n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m das pens\u00f5es por morte decorrentes dos acidentes de trabalho, pois quando h\u00e1 \u00f3bito, o dado \u00e9 confi\u00e1vel&#8221;, explica o diretor do RGPS (Regime Geral de Previd\u00eancia Social), Geraldo Arruda. Mas este processo vai ser implantado por etapas, segundo Geraldo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o desta metodologia, a etapa seguinte \u00e9 a Revis\u00e3o do Anexo-5 do Decreto 3048\/99 do Regulamento da Previd\u00eancia Social que caracteriza as atividades econ\u00f4micas em fun\u00e7\u00e3o dos riscos leve, m\u00e9dio, ou grave. &#8220;Vamos fazer um reenquadramento porque o atual foi feito sem uma base cientifica. E \u00e9 exatamente com a CID que vamos realiz\u00e1-lo. Ou seja, com ela, os diferentes segmentos ser\u00e3o analisados e readequados conforme a preval\u00eancia, a incid\u00eancia dos benef\u00edcios por incapacidade&#8221;, revela Geraldo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na seq\u00fc\u00eancia, ser\u00e1 feita uma avalia\u00e7\u00e3o individual por empresas dentro do seu segmento econ\u00f4mico. Para isto, ser\u00e1 adotado o FAP (Fator Acident\u00e1rio Previdenci\u00e1rio) que multiplica ou divide a al\u00edquota da empresa, em fun\u00e7\u00e3o do c\u00f3digo da atividade econ\u00f4mica em que ela se encontra. Tal fator flutuar\u00e1 em um intervalo de 0,5 a 2, levando em considera\u00e7\u00e3o os coeficientes de gravidade, freq\u00fc\u00eancia e custo dos acidentes. O que significa que uma empresa que estiver em determinado c\u00f3digo ter\u00e1 um agravamento de 100%, ou redu\u00e7\u00e3o de 50% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 al\u00edquota do segmento. &#8220;Por exemplo, se a constru\u00e7\u00e3o civil estiver no risco 3, eu vou pegar todas as empresas de constru\u00e7\u00e3o civil e vou comparar uma com a outra, atribuindo \u00e0quela que tiver o pior \u00edndice, um agravamento, e a que apresentar o melhor \u00edndice, um beneficio. Neste caso, \u00e9 feita uma avalia\u00e7\u00e3o individual das empresas deste ramo, onde cada uma ter\u00e1 uma al\u00edquota diferenciada, conforme a sua realidade, mas que em fun\u00e7\u00e3o do risco 3, vai variar entre os \u00edndices de 1,5 a 6 para todo o segmento&#8221;, explica. Segundo Geraldo, com este processo, \u00e9 a primeira vez que se ter\u00e1 no Brasil uma nova atribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 para a categoria econ\u00f4mica, como uma atribui\u00e7\u00e3o por empresa. &#8220;O que d\u00e1 um controle mais justo, pois vamos majorar as al\u00edquotas das empresas exatamente em fun\u00e7\u00e3o de quem adoece mais ou menos&#8221;, avalia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ACOMPANHAMENTO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o representante da CNI no Grupo de Trabalho de Flexibiliza\u00e7\u00e3o das Al\u00edquotas do SAT, Mauro Daffre, o m\u00e9todo \u00e9 bom, a princ\u00edpio, porque defende o conceito de que empresas que acidentam mais pagam mais, e empresas que acidentam menos pagam menos. &#8220;Entretanto, s\u00f3 depois do Decreto, \u00e9 que saberemos o que aconteceu com estes reenquadramentos. Mas a ind\u00fastria foi bastante firme em dizer que quer acompanhar este processo. Por isto, me parece que sem estas pr\u00f3ximas etapas, qualquer an\u00e1lise profunda sobre o assunto \u00e9 prematura&#8221;, analisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas Daffre ressalta ser fundamental que todas as ind\u00fastrias, de todos os setores fiquem atentas com esta dan\u00e7a de atividades que vir\u00e1 com o Decreto, &#8220;porque o compromisso que firmamos no CNPS \u00e9 que se mantenha um canal de comunica\u00e7\u00e3o para aperfei\u00e7oamento, se for o caso&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra quest\u00e3o que merece aten\u00e7\u00e3o, segundo Daffre \u00e9 que esta nova metodologia n\u00e3o se torne uma jogada exclusiva de aumento de arrecada\u00e7\u00e3o. &#8220;Mas que traga o princ\u00edpio maior que defendemos que \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o de acidentes&#8221;, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Geraldo diz que \u00e9 esta linha que segue a metodologia. &#8220;\u00c9 um beneficio econ\u00f4mico tribut\u00e1rio que a previd\u00eancia est\u00e1 dando no sentido de melhorar os ambientes, proteger o trabalhador e beneficiar empresas que realmente se preocupam com a preven\u00e7\u00e3o&#8221;, reflete. Segundo Geraldo, dever\u00e1 ser feito ainda uma adequa\u00e7\u00e3o de todos os sistemas informatizados para a realiza\u00e7\u00e3o deste processo automaticamente, livrando as empresas de burocracias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A implanta\u00e7\u00e3o de todas estas etapas segundo ele, deve ocorrer at\u00e9 o final deste ano, ou no mais tardar, at\u00e9 o inicio de 2005. &#8220;Mas daremos um prazo n\u00e3o s\u00f3 para o INSS adequar os seus sistemas, como para as empresas prepararem-se para esta nova realidade&#8221;, avisa. A publica\u00e7\u00e3o do Decreto ocorre em final de junho ou inicio deste m\u00eas.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conselho Nacional da Previd\u00eancia aprova metodologia de flexibiliza\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas para pagamento de Seguro Acidente do Trabalho O CNPS (Conselho Nacional de Previd\u00eancia Social) aprovou uma nova metodologia de c\u00e1lculo que vai permitir a flexibiliza\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas pagas pelas empresas a t\u00edtulo do SAT (Seguro Acidente do Trabalho). 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