{"id":3369,"date":"2009-06-10T13:00:17","date_gmt":"2009-06-10T16:00:17","guid":{"rendered":"https:\/\/nexocs.com\/pais-gasta-r-981-milhoes-com-ler-em-bancarios\/"},"modified":"2009-06-10T13:00:17","modified_gmt":"2009-06-10T16:00:17","slug":"pais-gasta-r-981-milhoes-com-ler-em-bancarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nexocs.com\/es\/pais-gasta-r-981-milhoes-com-ler-em-bancarios\/","title":{"rendered":"Pa\u00eds gasta R$ 981 milh\u00f5es com LER em banc\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<div id=\"conteudo-interna-right\">\n<div id=\"node-187\" class=\"node node-article node-promoted clearfix\">\n<div class=\"content clearfix\">\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O Minist\u00e9rio da Previd\u00eancia Social gastou R$ 981,4 milh\u00f5es entre 2000 e 2005 para pagar o aux\u00edlio-doen\u00e7a a 25,08 mil banc\u00e1rios afastados do trabalho por doen\u00e7as causadas por movimentos repetitivos. Cada um desses trabalhadores ficou um ano e meio afastado, em m\u00e9dia, somando 14,9 milh\u00f5es de dias sem trabalhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas estat\u00edsticas colocam os bancos em primeiro lugar no ranking dos Dort (Dist\u00farbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), que inclui doen\u00e7as da coluna, tendinite, bursite e LER (Les\u00e3o por Esfor\u00e7o Repetitivo). Esses dist\u00farbios j\u00e1 s\u00e3o a segunda maior causa de doen\u00e7as entre os trabalhadores do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os n\u00fameros explicam tamb\u00e9m por que o governo aumentou h\u00e1 alguns anos, de 1% para 3%, o percentual que os bancos recolhem mensalmente sobre a folha de pagamento para financiar o seguro de acidentes do trabalho, benef\u00edcio pago pela Previd\u00eancia Social aos trabalhadores afastados por motivo de doen\u00e7as ligadas ao trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Os casos de LER e Dort s\u00e3o caros para a sociedade. Ser\u00e1 que prevenir custa R$ 39 mil por pessoa? [\u00c9 preciso] que n\u00e3o se fa\u00e7a mais a socializa\u00e7\u00e3o do custo. O empregador tem de assumir sua responsabilidade na preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as&#8221;, afirma o secret\u00e1rio de previd\u00eancia social do minist\u00e9rio, Helmut Schwarzer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com os dados da Previd\u00eancia, para cada grupo de 10 mil trabalhadores, 520 banc\u00e1rios foram afastados por Dort entre 2000 e 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na fabrica\u00e7\u00e3o de t\u00eanis, setor que ocupa o segundo lugar no ranking desses dist\u00farbios, o n\u00famero de trabalhadores afetados \u00e9 de 392 para cada grupo de 10 mil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da incid\u00eancia elevada, outro dado chama a aten\u00e7\u00e3o no setor banc\u00e1rio. Entre os 25,08 mil banc\u00e1rios que receberam o aux\u00edlio-doen\u00e7a, em apenas 8.700 casos os bancos reconheceram ter havido acidente de trabalho. De acordo com Schwarzer, isso mostra a subnotifica\u00e7\u00e3o por parte dos bancos, ou seja, em muitos casos a doen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 notificada pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Indeniza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente do Sindicato dos Banc\u00e1rios de S\u00e3o Paulo, Osasco e Regi\u00e3o, o maior do pa\u00eds, Luiz Cl\u00e1udio Marcolino, explica que \u00e9 bastante comum os bancos oferecerem indeniza\u00e7\u00e3o aos trabalhadores afastados em troca da notifica\u00e7\u00e3o do acidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 que, de acordo com a lei, um trabalhador afastado por acidente de trabalho tem estabilidade no emprego por um ano e direito a continuar recebendo, por exemplo, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o). Assim, a indeniza\u00e7\u00e3o pode sair mais barata para a empresa do que a estabilidade no emprego. Os bancos negam que esses acordos sejam praxe atualmente. Segundo Magnus Ribas Apost\u00f3lico, superintendente de rela\u00e7\u00f5es trabalhistas da Febraban (Federa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Bancos), esse tipo de negocia\u00e7\u00e3o ocorreu h\u00e1 cerca de cinco anos, mas foi desaconselhado pela entidade. &#8220;O que n\u00e3o podemos evitar \u00e9 que o trabalhador afastado proponha um acordo para deixar o banco. Nesses casos, por iniciativa do empregado, a quest\u00e3o \u00e9 discutida&#8221;, disse Ribas. Para os bancos, as doen\u00e7as por esfor\u00e7o repetitivo podem ter origens variadas, o que torna &#8220;muito dif\u00edcil&#8221; estabelecer a vincula\u00e7\u00e3o entre os sintomas e o trabalho. A Febraban tamb\u00e9m afirma que h\u00e1 um grande n\u00famero<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">de fraudes. &#8220;Acreditamos que antes de caracterizar essas doen\u00e7as como de origem laboral seja fundamental que a per\u00edcia m\u00e9dica do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social] realize uma investiga\u00e7\u00e3o mais aprofundada (&#8230;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os bancos n\u00e3o emitiram CAT [Comunica\u00e7\u00e3o de Acidente de Trabalho] porque n\u00e3o reconhecem a origem ocupacional do afastamento&#8221;, afirma a Febraban.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente estamos vivenciando reflexo de um quadro, onde os Banqueiros sempre explorou os Banc\u00e1rios nas horas ultrapassadas e n\u00e3o pagas, metas inating\u00edveis, mobili\u00e1rio inadequado, aumentando a Ler\/Dort que se alastra pelo Brasil \u00e0 fora. Agora vem a FEBRABAN dizer que a doen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 de origem ocupacional! Onde o lucro falou mais alto durante todo esses anos, sem investir na na Ler\/dort.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Folha Online &#8211; Abril\/2007 &#8211; <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/dinheiro\/ult91u116625.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/dinheiro\/ult91u116625.shtml<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio da Previd\u00eancia Social gastou R$ 981,4 milh\u00f5es entre 2000 e 2005 para pagar o aux\u00edlio-doen\u00e7a a 25,08 mil banc\u00e1rios afastados do trabalho por doen\u00e7as causadas por movimentos repetitivos. Cada um desses trabalhadores ficou um ano e meio afastado, em m\u00e9dia, somando 14,9 milh\u00f5es de dias sem trabalhar. 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